Na última quarta-feira, 18, interrupções no serviço de sites americanos de busca, como Google e Wikipedia despertaram a atenção dos usuários da internet. Em protesto a dois projetos de lei, SOPA (Stop Online Piracy Act) e PIPA (Protect IP Act), que circulam no congresso americano, as empresas que são contra fizeram barulho na internet, causando grande repercussão.
O principal objetivo dos dois projetos é o combate a pirataria, pretendo bloquear o acesso a conteúdos como músicas e filmes para baixar. Se a lei entrar em vigor, os sites de busca deveriam apagar links e remover o acesso a sites que disponibilizem o conteúdo.
As leis vêm com o intuito de reforçar as indústrias de cinema e de música nos EUA, para evitar o déficit de vendas de seus produtos quanto distribuídos gratuitamente na internet. Aqueles que desrespeitarem a lei podem ter até 5 anos de prisão e o sites teriam o encerramento dos serviços.
O projeto dá ao governo dos EUA total controle sobre os sites americanos ou estrangeiros que tenham links ou conteúdos piratas. Com a lei em vigor, os donos de direitos autorais tem o poder de interferir em relações financeiras com os infratores. Sites de relacionamento, como Facebook e Twitter também podem sofrer com as penas por permitir que seus usuários publiquem conteúdos ilegais em suas redes.
Grande foi o número de protestos por parte das empresas ligadas a web, como Google, Wikipedia, Facebook, Twitter, Flickr, dentre outros que são contra o projeto. De acordo com elas, o funcionamento da internet seria prejudicado em todo o mundo, fazendo com que a liberdade de acesso não exista mais. A Casa Branca também é contra o projeto, alegando que podem causar deficiência à liberdade de expressão.
Mais de 300 sites brasileiros se engajaram nos protestos, pois apesar de ser um projeto americano, a lei interfere globalmente. No Brasil, é grande o número de pessoas que utilizam redes sociais e sites de busca que são contra a lei, e isso prejudicaria o acesso dessas milhares de pessoas a informação. Além disso, os sites que possuírem conteúdo ilegal podem ter seu acesso bloqueado nos EUA, mesmo se hospedados em outro país.
O projeto de lei PIPA será votado no dia 24 de janeiro pelo Senado dos EUA, que decidirá o futuro dos conteúdos disponíveis na web. Já o SOPA ainda será avaliado pela Câmara.