
Foi lançado na semana passada o primeiro telefone a vir com o Androids, o T-Mobile G1. Ao preço de 180 dólares nos Estados Unidos, o sistema do Google tem duas características que vão agradar muita gente: é intuitivo e customizável.
No design, o G1 é mais estreito que o grande rival iPhone, porém um pouco mais grosso. A tela é de 3.2”, touch screen, obviamente. Possui 5 botões, para atender ligações, desligar, voltar para a home, voltar à tela anterior e um botão retangular que varia a função de acordo com a aplicação em uso.
Deslize a tela e você terá um teclado QWERTY, automaticamente passando a visualização para o modo horizontal. O lado negativo? Essa é a única forma de inserir dados no aparelho, já que ele não possui um teclado na tela.
No lado esquerdo do telefone, botão de volume. Do lado direito, botão da câmera digital. Já vem com cartão de memória SD de 1 Gb. Na traseira, acesso à bateria e chip, e entrada para o headset que acompanha o aparelho. E talvez esse seja o grande problema. Ao invés do tradicional conector P2 para fones, o G1 usa seu próprio padrão – o mesmo do carregador.
Como era de se esperar, o sistema é a grande estrela do G1. Seguindo a filosofia Google, a interface é limpa, simples e direta. Na home, além de um relógio analógico cheio do estilo, 5 botões: favoritos, discador para as ligações, contatos, browser e maps – o aparelho também possui GPS.
O grande barato de customizar seu aparelho, que já vem com alguns apps instalados, é acessar o Android Market e ver centenas de outras opções. O IM permite configurar pra gtalk, msn, e yahoo messenger. Claro que o cliente de email padrão é o Gmail, mas o app permite configurar qualquer outro cliente POP3 e IMAP. Como o aparelho é multitarefa, você pode pesquisar na web, checar seus emails e continuar recebendo mensagens no msn, coisa que o iPhone não faz.
Ao invés de iTunes, Amazon mp3, e o download de faixas pode ser feito no background enquanto você faz outras coisas. Funciona legal, mas não tem aquele mundo de opções da loja da Apple. Outra decepção é a câmera de vídeo e a falta do Google Docs. Apesar dos 3 mpxl, não tem zoom, flash e controles de aprimoramento de imagem, nem suporte a Word e Excel.
Em resumo, o G1 perde em vários aspectos para o iPhone, mas tem outras tantas vantagens. E em se tratando de Google, a previsão é de que as coisas melhorem muito no futuro. Enfim um concorrente de peso no mercado de smart phones, o que para nós consumidores é sempre bom.
Comentários